O dinheiro pode comprar felicidade? Nova pesquisa resolve debate antigo

A relação entre dinheiro e felicidade sempre gerou debates. O ditado “dinheiro não compra felicidade” foi respaldado por um estudo clássico da Universidade de Princeton, que sugeria que a felicidade atingia um limite com uma renda anual de US$ 75.000. No entanto, uma pesquisa mais recente da Universidade da Pensilvânia apontou que a felicidade continua a crescer conforme a renda aumenta. Para esclarecer essas contradições, pesquisadores das duas universidades decidiram reexaminar os dados e chegaram a uma nova conclusão.

Reanalisando a conexão entre renda e felicidade

Os pesquisadores conduziram uma “colaboração adversária”, combinando suas abordagens para reavaliar os dados. O estudo foi publicado no Proceedings of the National Academy of Sciences e revelou um fator crucial: a felicidade varia de acordo com o nível de satisfação individual.

Para a maioria das pessoas, a felicidade cresce linearmente com a renda, sem atingir um limite específico. No entanto, uma minoria mais infeliz experimenta um aumento na felicidade apenas até certo ponto, após o qual o dinheiro não tem mais impacto significativo.

Mais dinheiro, mais felicidade? Os resultados finais

Os dados confirmaram que, no geral, um aumento na renda está diretamente associado a um maior bem-estar emocional. Cerca de 30% dos participantes considerados “mais felizes” relataram níveis crescentes de felicidade mesmo após ultrapassarem uma renda de US$ 100.000 anuais. O estudo indicou que a felicidade continua aumentando até rendimentos anuais de pelo menos US$ 500.000, embora não houvesse dados suficientes para determinar se esse efeito persiste acima desse valor.

O que isso significa?

Diferente do que se acreditava, a felicidade pode sim estar ligada ao dinheiro — mas com nuances. Pessoas naturalmente mais felizes tendem a desfrutar ainda mais do aumento da renda, enquanto aqueles que já se sentem infelizes podem alcançar uma melhora limitada.

Em última análise, embora o dinheiro não seja o único fator para a felicidade, ele pode contribuir significativamente para o bem-estar, especialmente quando usado para melhorar a qualidade de vida e reduzir preocupações financeiras.

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