Confeiteiro reproduz cenários do Piauí em miniaturas feitas à mão: ‘muita coisa pode ser transformada em arte’


Entre as peças produzidas, estão a fachada do Palácio de Karnak, sede do Governo do Piauí, e a Igreja São Benedito, um dos principais cartões-postais de Teresina Confeiteiro reproduz cenários do Piauí em miniaturas feitas à mão
Tempo livre e a curiosidade fizeram com que o confeiteiro piauiense Francisco Sampaio Júnior, de 57 anos, desenvolvesse um novo talento. Com papelão, gravetos, palitos de picolé e outros materiais de fácil acesso, ele reproduz cenários reais em miniaturas. A habilidade logo virou paixão e até fonte de renda.
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Os dioramas são, a grosso modo, representações tridimensionais de uma cena. Entre as peças produzidas, estão a fachada do Palácio de Karnak, sede do Governo do Piauí, e a Igreja São Benedito, um dos principais cartões-postais de Teresina. Os detalhes, construídos com elementos bem pequenos, despertam a atenção.
“Tudo começou quando eu estava no YouTube e vi alguém fazendo uma casinha com palitos de picolé e papelão, achei interessante e disse pra mim mesmo ‘eu consigo fazer isso’, comprei os materiais que precisava e outros peguei por aí. Gravetos, areia, papelão, muita coisa que é descartada e que pode ser reaproveitada e transformada em arte’, relatou.
Confeiteiro reproduz cenários do Piauí em miniaturas feitas à mão: ‘muita coisa pode ser transformada em arte’
Reprodução
O primeiro diorama foi produzido há menos de um ano, em junho de 2024. Com o passar do tempo, as peças ganharam novas formas e um aspecto cada vez mais realista.
Em entrevista ao g1, o artista revelou que o processo de produção inicia com a criação do design. Alguns demandam que o desenho seja feito com régua, em papel milimetrado e até mesmo a partir de cálculos matemáticos. Em seguida, é realizada a montagem e colagem.
“Até então eu nunca tinha feito nada relacionado à arte, nem imaginava que tinha algum talento pra isso, mas gostei do primeiro projeto que fiz, tudo parecia muito natural. Então fiz um segundo, uma casinha em estilo inglês, com um telhado feito em papelão, paredes também, incluí luminárias que acendiam com pilhas e grama estática feita de fios de pincéis para pintura. Foi então que minha filha criou o [perfil no] Instagram e muita gente curtiu. Não demorou e já tinha quinhentos seguidores”, recordou.
Os preços e prazos de produção variam conforme a complexidade do projeto e o clima, que influencia o processo de secagem de materiais como gesso e resina. Mas, em geral, as peças ficam prontas no período de uma semana a dois meses.
“Precificar é sempre a parte complicada pra quem faz artesanato, valor muito baixo pode dar prejuízo, muito alto pode não vender. Fator muito importante a ser somado é o tempo que levamos pra fazer um trabalho. É fácil calcular os materiais empregados em cada arte, mas nosso tempo e criatividade tem que ser valorizado”, afirmou.
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Atualmente, o principal canal de comunicação de Francisco com os clientes são as redes sociais. O artesão pretende, no futuro, montar uma loja física para expor as produções e atrair mais admiradores.
“Minha principal renda ainda é a confeitaria que faço com minha filha e esposa, mas meu objetivo é continuar, melhorar sempre, ter mais tempo fazer minhas artes, eu acho que o grande segredo é fazer arte pra quando eu terminar, olhar pra ela e ficar satisfeito”, garantiu.
Entre tantas peças já produzidas, Francisco tem uma favorita e, claro, uma que deu mais trabalho.
“Minha favorita ainda é a casinha estilo Inglês, foi ela que chamou mais a atenção do público. Mas a Igreja [São Benedito] é uma forte concorrente, até agora foi a que mais deu trabalho, nem eu esperava que fosse ficar tão bonita. Quando olho pra ela, sempre agradeço a Deus pelo presente que foi esse dom que demorou pra surgir. Hoje tenho 57 anos e só agora o descobri”, finalizou.
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