Médica e família são condenados por tráfico e lavagem de dinheiro na Bahia

Seis pessoas da mesma família foram condenadas pela Justiça da Bahia por integrarem uma organização criminosa especializada em tráfico de drogas e lavagem de dinheiro, na última terça-feira (1), na Comarca de Feira de Santana.

Entre eles, está a médica Larissa Gabriela Lima Umbuzeiro, de 30 anos, apontada como uma das chefes do núcleo financeiro da quadrilha.

As penas variam de 5 a 16 anos de prisão, e os condenados poderão recorrer em liberdade. A investigação, iniciada em 2019, revelou que a organização criminosa, liderada por Rener Umbuzeiro, que faleceu no ano passado durante um confronto com a polícia, atuava há décadas em Feira de Santana e região, abastecendo o mercado de drogas ilícitas e lavando o dinheiro do crime com a compra de imóveis de luxo e fazendas.

A família, originária do sertão pernambucano, se estabeleceu na Bahia para expandir suas atividades criminosas. O esquema de lavagem de dinheiro envolvia a compra de bens de alto valor, como imóveis e fazendas, em nome de “laranjas”, para ocultar a origem ilícita dos recursos.

A Justiça determinou o confisco definitivo de bens avaliados em milhões de reais, incluindo 11 imóveis, 15 veículos e mais de 500 cabeças de gado.

Mãe e filha, Niedja e Larissa Umbuzeiro foram apontadas como chefes do núcleo financeiro, responsáveis pela gestão e fluxo dos ativos ilícitos e pela organização da ocultação e dissimulação patrimonial. Larissa era a coordenadora do processo de lavagem de dinheiro.

Além delas, foram condenados Clênia Maria Lima Bernardes (irmã de Niedja), Paulo Victor Bezerra Lima (esposo de Larissa), Gabriela Raizila Lima de Souza (sobrinha de Niedja) e Robélia Rezende de Souza. Eles integravam o núcleo de ocultação e dissimulação patrimonial, atuando como “laranjas” para registrar bens e movimentar dinheiro em nome da organização.

A sentença é resultado da “Operação Kariri”, deflagrada pela Polícia Federal em fevereiro de 2024, com apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Estado da Bahia (MPBA).

As investigações do MPBA e da PF reuniram diversas provas, incluindo flagrantes de apreensão de maconha, evidências de plantio, informações policiais, relatórios de inteligência financeira (COAF/UIF), interceptações telefônicas e telemáticas, documentos de transações imobiliárias e bancárias, e depoimentos de testemunhas e dos acusados.

A CNN tenta contato com a defesa dos acusados.

*Sob supervisão

Este conteúdo foi originalmente publicado em Médica e família são condenados por tráfico e lavagem de dinheiro na Bahia no site CNN Brasil.

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