BDM: incertezas com tarifas dos EUA pedem cautela

As incertezas em torno das tarifas comerciais dos Estados Unidos continuam dominando o cenário do mercado financeiro global.

Donald Trump declarou que as tarifas a serem aplicadas a partir de 2 de abril já estão definidas, referindo-se à data como o “Dia da Libertação dos Estados Unidos”.

Trump afirmou que as novas medidas gerarão receita e empregos para o país, além de criticar a União Europeia (UE) por supostamente se aproveitar dos americanos.

Apesar da expectativa de flexibilidade por parte de Trump, o Goldman Sachs alertou que as tarifas recíprocas podem surpreender negativamente, com uma alíquota inicial próxima a 20%.

Uma reportagem do Financial Times revelou que Trump planeja implementar o novo regime tarifário em duas etapas.

As propostas incluem medidas recíprocas imediatas e um sistema de negociações com potencial para tarifas de até 50%. O Deutsche Bank avalia que o cenário mais provável é a aplicação de tarifas de 50% sobre produtos chineses e cerca de 10% para produtos de outros países.

Impactos nos juros e inflação

A incerteza gerada pelas novas tarifas representa um desafio para a política monetária dos Estados Unidos.

Adriana Kugler, diretora do Federal Reserve (Fed), alertou para o aumento das expectativas de inflação captado na pesquisa da Universidade de Michigan, embora tenha avaliado que a política monetária americana está bem posicionada.

No Brasil, a ata do Copom trouxe um tom mais duro, sinalizando a possibilidade de um período mais longo de juros elevados.

As taxas futuras ultrapassaram 15%, fortalecendo o real frente ao dólar. Uma pesquisa do Broadcast revelou que o mercado espera que a Selic atinja 14,75% em maio, com projeções de 15% para junho e julho.

O parágrafo 10 da ata do Copom causou maior impacto entre os economistas, indicando uma desancoragem adicional das expectativas de inflação. Após a leitura da ata, as chances de cortes de juros no Brasil este ano foram praticamente descartadas pelos analistas.

As medidas de estímulo à economia brasileira, como o consignado privado e a isenção do imposto de renda para quem ganha até 5 mil reais por mês, podem elevar as estimativas do IPCA de 2026 e, consequentemente, a taxa Selic.

O governo já liberou mais de R$ 340 milhões em empréstimos do crédito consignado privado em apenas cinco dias.

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