Caso de desvios de recursos milionários da Apae de Bauru retorna à esfera estadual após recusa da União


Decisão publicada na tarde desta sexta-feira (28) recusou o pedido inicialmente feito pelos advogados de defesa que argumentaram que a instituição recebia recursos da União, além de verbas estaduais e municipais. Letícia, filha de Cláudia Lobo, foi presa durante a operação em Bauru
TV TEM/ Reprodução
A Justiça Federal recusou julgar os processos relacionados aos desvios de recursos da Apae de Bauru (SP) e determinou o retorno do caso à Justiça Estadual. A decisão foi publicada no início da tarde desta sexta-feira (28).
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A decisão afirma que não há indícios de que verbas da União tenham sido usadas pelos acusados para benefícios próprios e que os valores investigados são de competência estadual.
Os processos haviam sido encaminhados ao Judiciário Federal no início de fevereiro, após um pedido da defesa dos familiares de Cláudia Lobo, que alegavam que a entidade mantinha convênios com a União, além de receber recursos estaduais e municipais.
O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) acatou o pedido e transferiu os processos para que a Vara Federal analisasse a competência do caso. Com a recusa da Justiça Federal, a investigação volta a tramitar na esfera estadual, que será responsável por dar continuidade ao julgamento dos réus.
Desvio milionário e assassinato: os bastidores de um crime envolvendo a Apae de Bauru
Esquema de desvio de recursos
O grupo investigado é suspeito de envolvimento em um esquema que desviou milhões de reais dos cofres da Apae de Bauru.
Segundo a denúncia do Ministério Público, os desvios eram feitos por meio de pagamentos superfaturados, contratos fictícios e retirada irregular de valores da entidade. O grupo chegou a ser preso, mas teve Habeas Corpus aceito e responderá pelo crime em liberdade.
Além do processo criminal, os réus também enfrentam uma ação civil pública, na qual o Ministério Público pede a devolução dos valores desviados e a responsabilização pelos danos causados à instituição e aos usuários dos serviços prestados pela Apae.
Presos suspeitos de desvios milionários na Apae de Bauru
TV TEM/Reprodução
Suposto assassinato de Cláudia Lobo
Além da investigação de desvios financeiros, o caso também envolve a morte de Cláudia Lobo, ex-secretária-executiva da instituição, desaparecida desde agosto de 2024. O ex-presidente da Apae, Roberto Franceschetti Filho, responde pelo homicídio e está preso desde 2024.
Outro réu no caso, Dilomar Batista, confessou ter queimado um corpo a pedido de Roberto e responde por ocultação de cadáver, mas nunca foi preso.
O processo criminal segue em fase de instrução e julgamento, com a expectativa de que o juiz decida se os réus irão a júri popular.
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Gabriel Pelosi/TV TEM
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