Rússia diz ter frustrado plano ucraniano para matar padre próximo de Putin

O serviço de segurança russo FSB falou nesta sexta-feira (28) que prendeu dois religiosos suspeitos de conspirar para matar um padre próximo ao presidente Vladimir Putin sob ordens de uma agência de espionagem ucraniana.

O suposto alvo era Tikhon Shevkunov, 66, que a mídia russa descreveu por anos como “confessor de Putin”. Ele é próximo do presidente desde o final dos anos 1990 e o Kremlin comentou que os dois homens se conhecem bem.

Um porta-voz da inteligência militar ucraniana negou que Kiev estivesse por trás de tal conspiração e rejeitou as acusações como “absurdas” e “mentiras” em comentários à Reuters.

“Estamos lutando de acordo com as regras – as regras da guerra e as regras internacionais”, comentou Andriy Yusov, da Diretoria Principal de Inteligência do Ministério da Defesa da Ucrânia.

O governo russo condenou a suposta conspiração de assassinato.

“Está claro que o regime de Kiev não recua diante de nada”, comunicou o porta-voz Dmitry Peskov aos repórteres. “Neste caso, nada é sagrado. Isso está mais uma vez confirmado.”

Em 2023, Shevkunov foi nomeado para o posto católico sênior de metropolita da Crimeia, a península que a Rússia capturou e anexou da Ucrânia em 2014.

Em uma declaração, o FSB relatou que havia detido dois homens que teriam sido recrutados pela inteligência militar ucraniana no serviço de mensagens Telegram em meados de 2024.

O FSB disse que apreendeu um dispositivo explosivo improvisado e dois passaportes ucranianos falsos.

Um dos homens, Nikita Ivankovich, é um clérigo russo em uma igreja em Moscou. O outro, Denis Popovich, um ucraniano nascido na cidade ocidental de Chernivtsi, trabalhou como assistente de Shevkunov.

As autoridades divulgaram vídeos de ambos os homens confessando a conspiração.

Eles falaram hesitantemente e não ficou claro em que circunstâncias as confissões foram obtidas.

Popovich comentou que havia sido recrutado para monitorar os movimentos de Shevkunov e ameaçado com o assassinato de seus parentes, a menos que ele obedecesse. Ele acrescentou que então foi encarregado de encontrar um cúmplice para “eliminar” Shevkunov.

Ele disse que o plano era plantar uma bomba em um prédio residencial do Mosteiro Sretensky do século XIV em Moscou, onde Shevkunov foi superior até 2018.

Ivankovich, em sua confissão, afirmou que os homens receberam uma bomba caseira para realizar o ataque.

O vídeo mostrou investigadores recuperando uma caixa e passaportes falsos de um esconderijo em uma floresta.

A Ucrânia assumiu a responsabilidade por alguns assassinatos na Rússia desde o início da guerra – mais recentemente pelo assassinato de Igor Kirillov, chefe das Tropas de Proteção Nuclear, Biológica e Química da Rússia, em dezembro.

Este conteúdo foi originalmente publicado em Rússia diz ter frustrado plano ucraniano para matar padre próximo de Putin no site CNN Brasil.

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